Santana – AP: O Que Fazer e Como Chegar de Macapá
Guia completo de Santana, segunda cidade do Amapá: atrações, como chegar de Macapá (balsa e estrada), onde comer e o que visitar na cidade portuária às margens do Amazonas.

A apenas 17 quilômetros de Macapá, Santana é a segunda maior cidade do Amapá e uma parada obrigatória para quem visita a capital amapaense. Com um dos maiores portos de granéis sólidos da Amazônia, uma orla fluvial animada e gastronomia típica de cidade portuária, Santana tem uma personalidade distinta da capital. Este guia cobre como chegar, o que fazer e onde comer.
Como chegar de Macapá a Santana
De carro ou moto (17 km — cerca de 25 minutos)
A principal rota é pela BR-156, a rodovia que conecta Macapá a Santana. A estrada é asfaltada e bem sinalizada. O trajeto é direto e sem pedágio. Partindo do Centro de Macapá, siga pela Av. Mendonça Júnior em direção sul até encontrar a BR-156. É a opção mais prática e rápida.
De ônibus intermunicipal
Há linhas de ônibus que fazem o trajeto Macapá–Santana regularmente, partindo do Terminal Rodoviário de Macapá. A frequência é de aproximadamente 30 em 30 minutos em horário comercial. O valor é baixo (cerca de R$ 5–8) e o trajeto leva entre 35 e 50 minutos dependendo do tráfego.
De balsa pelo Rio Amazonas
A opção mais pitoresca é atravessar de balsa pelo Rio Amazonas, partindo do Trapiche Eliezer Levy em Macapá. As balsas operam regularmente e a travessia dura cerca de 40 minutos, com a vantagem de oferecer uma vista espetacular do rio e da orla de Macapá. Ideal para quem quer uma experiência fluvial amazônica. Verifique os horários no Trapiche — as saídas variam conforme o dia e a maré.
O que fazer em Santana
Porto de Santana
O Porto de Santana é um dos mais movimentados da Amazônia. De lá saem balsas carregadas de grãos, minério e mercadorias para todo o Brasil. A estrutura portuária é impressionante — guindastes gigantescos, embarcações de todos os tamanhos e o movimento constante do comércio fluvial amazônico. Não é um atrativo turístico tradicional, mas oferece uma visão autêntica da economia do Amapá.
Orla de Santana
Menor e mais tranquila que a orla de Macapá, a orla de Santana tem seu charme próprio. Bares e restaurantes à beira do Amazonas servem peixe de rio fresco — o filhote grelhado e o tambaqui assado são especialidades locais. No final da tarde, o movimento é animado com famílias e pescadores voltando do rio.
Museu Paraense Emílio Goeldi – Pesquisas em Santana
O Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá mantém estações de pesquisa na região de Santana, com estudos sobre a biodiversidade amazônica. Algumas atividades ecoturísticas de base comunitária podem ser acessadas a partir de Santana, com organização prévia.
Passeios de barco pelo Amazonas
A partir do porto de Santana, é possível contratar passeios de barco pelas ilhas do Delta do Amazonas. O arquipélago de ilhas e igarapés na foz do Amazonas tem biodiversidade impressionante — botos-vermelhos (golfinhos de rio), piranhas, jacarés e centenas de espécies de aves. Combine passeios com pescadores locais ou agências de ecoturismo em Santana.
Gastronomia em Santana
Santana tem uma culinária ribeirinha autêntica que vale ser explorada:
- Filhote grelhado: o peixe mais nobre dos rios amazônicos, grelhado na brasa. Servido com farinha d'água, vinagrete e limão. Encontrado na maioria dos restaurantes da orla.
- Tacacá: caldo quente de tucupi com camarão seco, jambu (erva que provoca formigamento na boca) e goma de mandioca. Servido em cuias pelas "tacacazeiras" nas ruas e feiras.
- Maniçoba: o "feijoada amazônica", feita com folha de mandioca brava cozida por vários dias. Prato farto e saboroso, servido aos domingos em muitos estabelecimentos.
- Açaí com peixe frito: a combinação mais macapaense de todas — açaí puro e líquido acompanhado de filhote ou tambaqui frito. Um choque de sabores que divide opiniões mas é culturalmente icônico.
Santana como base para o interior do Amapá
Para os mais aventureiros, Santana é a porta de entrada para o interior do Amapá:
- Laranjal do Jari e RDS do Iratapuru: a reserva extrativista do Iratapuru, com seus castanhais e mel famoso, é acessível a partir de Laranjal do Jari — cidade no sul do Amapá, acessível de barco a partir de Santana.
- Mazagão Velho: o vilarejo histórico de Mazagão Velho, às margens do rio Mutuacá, preserva a cultura afro-amapaense e celebra a Festa de São Tiago — uma das festas culturais mais únicas do Brasil, com encenação de batalhas medievais.
Dicas práticas para a visita
- Melhor dia: fins de semana têm mais movimento na orla e mais opções gastronômicas. Durante a semana, o porto e o comércio estão em plena atividade.
- Duração ideal: uma tarde bem aproveitada é suficiente para conhecer a orla e almoçar. Para explorar passeios de barco, planeje o dia todo.
- Dinheiro: leve espécie. Os restaurantes menores e os quiosques da orla não aceitam cartão.
- Calor: use protetor solar e chapéu. A região equatorial tem sol vertical e a sensação térmica na orla é alta.
Conclusão
Santana é a companheira perfeita de Macapá em um roteiro pelo Amapá. A 17 km de distância, oferece uma perspectiva diferente da Amazônia — mais portuária, mais ribeirinha e com gastronomia ainda mais autêntica. Vale muito a viagem, mesmo que rápida. E ao voltar para Macapá, o Gatinhas Club tem o que você precisa para completar a noite.
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Escrito por
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